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"O fim do Direito é a paz; o meio de atingi-lo, a luta. O Direito não é uma simples idéia, é força viva. Por isso a justiça sustenta, em uma das mãos, a balança, com que pesa o Direito, enquanto na outra segura a espada, por meio da qual se defende. A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada é a impotência do Direito. Uma completa a outra. O verdadeiro Estado de Direito só pode existir quando a justiça bradir a espada com a mesma habilidade com que manipula a balança."

-- Rudolf Von Ihering

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Sobre o Livro "Escravos Sociais e os Capitães do Mato" do Autor Sérgio Cerqueira Borges.Veja!

Posted by Chiado Editora on Sexta, 10 de abril de 2015

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

FALANDO A VERDADE COM SEGADAS VIANNA.

Nossa ‘bombeirada’ está a ‘mil graus’. E não podíamos deixar de emitir nossa opinião pessoal sobre isso.
Primeira coisa: por que cidadãos decentes, trabalhadores, militares, resolvem romper os limites da lei e partirem para protestos e greves? A resposta é fácil: puro desespero. Tente, vove leitor, viver por um mes, sustentando sua família, com um salártio base de cerca de R$900,00. Tente viver, fazendo de suas folgas um dia de trabalho, os ‘bicos’, para ajudar a sutentar sua família e por isso fica sempre longe dela.
Segunda coisa: por que logo no início das manifestações o ex Comandante Geral dos Bombeiros Cel. Pedro Marcos não os recebeu e tentou um diálogo? O mesmo pode se dizer do Secretário de Saúde e Defesa Civil, Sergio Cortes, que também ‘ se fez de surdo’ , ignorando a situação, chegando a cúmulo de viajar ao exterior em um momento destes e empurrando o ‘abacaxi’ para o Governador.
Terceira questão: Houve erro da parte dos Bombeiros? Apenas um, na minha opinião, a invasão do Quartel Central e a depredação de algumas viaturas, além de possivelmente haver um Bombeiro portando arma de fogo naquela situação. Com esse ato eles configuraram um crime militar o que exigia uma ação por parte do governo.
Quarta questão: Houve erro por parte da PM? Sim. Apesar da PM estar ali cumprindo ordens do Governador, naquele momento era a PM que comandava as ações do governo e poderia ter levado, como é feito nos casos de sequestros ou roubos com reféns, a negociação até o esgotamento dos Bombeiros e conseguir durante esta negociação coisas como a retirada das mulheres e crianças até que se chegasse ao esvaziamento do Quartel Central. Outra pergunta: por que usar o BOPE para entrar no QC? Bastava lotar o QC com tropas regulares, armadas apenas com cassetetes, tasers, armas com balas de borracha e spray de pimenta, além de bombas de gás, para o caso da situação desandar em conflito. Jamais uma situação destas poderia ter seu início com a deflagração de bombas de efeito moral durante a madrugada(!!!). Muito menos tiros de fuzil. Como o Comando deixou algum Policial Militar entrar portando fuzil dentro de uma área de conflito? Não morreu ninguém exclusivamente pela graça de Deus.
E o Governo do Estado? Demonstrou uma imensa inabilidade política, surpreendentemente até, pois o Governador é um político hábil e de boa formação política, inclusive pautada nos mais sólidos princípios democráticos. Na verdade, o Governador precisava ser aconselhado pelo então Comandante Geral dos Bombeiros, que só Deus sabe onde estava escondido…, e do Secretário da pasta a qual os Bombeiros estão subordinados ( erradamente na minha opinião, pois se é uma corporação militar ela deveria estar subordinada à área da segurança pública e não à da saúde) que estava ausente do país. O Governador se destemperou, chamou os Bombeiros de ‘vândalos’, coisa que não deveria ter feito, ainda que tivessem ocorridos casos isolados de vandalismo, pois não se deve generalizar uma ofensa a toda uma categoria ( ou será que a parte da população menos informada tem razão quando generaliza e chama os políticos de ‘ladrão’?). Uma pena, pois havendo discordâncias e críticas aqui e ali de minha parte sempre apoiei publicamente o governo em sua atual gestão e agora não posso de forma alguma, por uma questão de consciência, falar contra os Bombeiros.
Há solução? Há sim, desde que o governo dê um passo no sentido de ver que apesar de terem sido cometidos crimes militares, o que houve e há é uma questão agora não mais salarial e sim política.
 É preciso que o Governo dê o primeiro passo para resgatar essa situação do caos atual e deixar de lado o orgulho, a ‘autoridade constituída’ e partir para demonstrar à população que é um governo democrático.É preciso que os presos sejam libertados imediatamente, que seja lhes aplicada uma punição branda, de prisão administrativa por 30 dias no máximo e que se encerre esta questão aí. É preciso que o governo abra uma linha de negociação enviando representantes que realmente saibam e entendam do assunto de negociação política, como o Deputado Paulo Melo, presidente da ALERJ, acompanhado dos deputados Wagner Montes, Flávio Bolsonaro , Paulo Ramos e outros ligados à área. O Governador Sergio Cabral precisa e deveria ter a coragem de fazer isso. Sairia bem melhor do que está a sua imagem e a do governo junto à população e à mídia em geral. 
E para terminar: por que parte da mídia critica a presença dos filhos e mulheres dos Bombeiros nas manifestações? Será que os filhos e esposas destes jornalistas e apresentadores que criticam já passaram fome? Já tiveram dificuldades para comprar remédios? Tiveram que ficar em suas folgas e férias longe das famílias para poderem complementar o salário? Algum jornalista destes ganha cerca de 900 reais para prover seu sustento? Não embarquem, coleguinhas, na crítica fácil. Ela caracteriza a arrogância de quem quer falar em nome dos menos assistidos sem nunca ter vivenciado nada semelhante.
Torço de verdade para que o Governador, que é o chefe maior de todas as instituições e corporações do estado, resolva rever sua posição e reencaminhar esta questão de forma que de um final rápido, razoável e , dentro do possível, feliz para todos. As mágoas da situação, caso isso ocorra, passam, como tudo passa na vida.
Ou então, em outro momento poderemos ver a mesma PM que hoje reprime os Bombeiros atuando da mesma forma para conseguir sua dignificação profissional.
Como diz o falecido Ibrahim Sued: Cuidado, que cavalo não desce escada….

Segadas Vianna

2 comentários:

Sérgio Borges disse...

Só que a situação chegou a um ponto que ninguém mais confia neste governador; sabe você que não sou filiado a partido político nem tão pouco candidato a nada; portanto minha opinião se traduz no sentimento passado pelos Bm(s) e PM(s) cujo se correspondem com este; de um lado existe esta situação humilhante a toda a corporação dos BM(s); por outro lado, os PM(s) estão revoltados com a imagem; já tão desgastada; em ter que cumprir esta missão imposta pelo dever (Legal mais IMORAL). Criou-se um clima entre as instituições lamentável. O governador demonstra ser uma pessoa destemperada e arrogante, trata os militares do Estado como “bonecos na maquete”, em um mapa político; mas agora viu que estes “bonecos” possuem mulheres, filhos e o apoio de toda a sociedade; quando na verdade ele é apenas um funcionário público transitório no cargo, cujo nós o colocamos lá. Lembro-me, quando era ele Deputado, sua “bandeira” era as pessoas idosas; fazia papel de bom moço; nesta sociedade de políticos, alguns atores (não de profissão), interpretou bem; mais agora está fazendo um “papelão”. As esposas dos PM(s) e os seus familiares, deveriam juntar-se na manifestação também e, mostrar a este senhor, que nós somos o estado, e ele é tão somente nosso representante no poder Executivo; Militares do Estado não são cidadãos de 2ª classe; este regulamento em muitos pontos, deveria ser submetido ao Legislativo ou ao Judiciário para se verificar sua constitucionalidade; como pode existir ainda artigos do regulamento que prevê tipificação de um cidadão em tempo de paz, ser preso sem que haja crime; até mesmo porque, o próprio regulamento faz previsão que este torna-se sem efeito quando versa sobre crime, visa apenas o aspecto disciplinar, e assim mesmo excluem funcionários públicos concursados sem o devido processo legal, não garantindo o contraditório; absolutistas é o que são. O que os BM(s) e familiares estão fazendo, não é diferente do que o Ex-Presidente Lula fazia em sua época de sindicato; então onde está ele neste momento que não apoiá os Militares do Estado neste momento, mesmo como cidadão; porque a presidente Dilma não se manifesta; afinal o RJ será palco de eventos internacionais em breve, então a questão é de interesse Nacional. Já imaginou isto ocorrer na Copa?

Sérgio Borges disse...

Vendo o vídeo e analisando a entrevista do governador, o vejo longamente enumerar que fez investimentos importantes, mas fica bem claro que tais investimentos foi tão somente na instituição; timidamente fala algo sobre soldos, (salários) do patrimônio maior, que são os seres humanos, ora Bombeiros Militares; o descaso com estes homens é flagrante em seu discuso; como pode um representante do povo nos ofender desta maneira; ora chamando-nos de vagabundos (médicos), ora chamando-nos de vândalos (nossos Bombeiros); que segundo ele ganha bem (980,00); o que será que passa naquela cabeça quanto ao restante da sociedade? Afinal ele escolhe uma fração destas parcela da sociedade para ofender; como se faz o senso por amostragem para definir uma população; cujo reflete o todo na soma geral; então a cada ofensa a um ou a um determinado grupo; na verdade está ofendendo a toda a sociedade; esta mensagem está sublinear nas sua infelizes ofensas; se este agisse como um governante ponderado em seu equilíbrio emocional cujo cargo exige por lei (Art. 37 CRFB-PRINCÍPIOS), simplesmente tomaria as providências cabíveis contra quem transgredisse as legislações sem tantos alardes, típicos dos autocratas, absolutistas, que a história ao longo dos tempos nos mostra; faz ainda as suas infelizes declarações como se a sociedade estivesse ao seu lado. Será que ele acredita neste seu devaneio político? Cidadão Sergio Cabral, acredito que em breve só será isto, apenas um cidadão comum e igual a muitos outros que em seu lugar esteve e hoje representa apenas um erro da sociedade em conduzi-lo a um cargo público transitório.

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