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"O fim do Direito é a paz; o meio de atingi-lo, a luta. O Direito não é uma simples idéia, é força viva. Por isso a justiça sustenta, em uma das mãos, a balança, com que pesa o Direito, enquanto na outra segura a espada, por meio da qual se defende. A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada é a impotência do Direito. Uma completa a outra. O verdadeiro Estado de Direito só pode existir quando a justiça bradir a espada com a mesma habilidade com que manipula a balança."

-- Rudolf Von Ihering

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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Por que isto é importante?

Ministério da Educação - MEC, Câmara dos Deputados e Responsáveis Legais.: Vetem o PROJETO DE LEI Nº 1160/2015 que ALTERA a denominação UFRRJ para UFS.



Ministério da Educação - MEC, Câmara dos Deputados e Responsáveis Legais.: Vetem o PROJETO DE LEI Nº 1160/2015 que ALTERA a denominação UFRRJ para UFS


O Deputado Alexandre Valle do PRP-RJ entrou com um PROJETO DE LEI Nº 1160/2015 na Câmara dos Deputados que ALTERA a denominação de UFRRJ para UFS (Universidade Federal de Seropédica), ao qual a comunidade acadêmica está super indignada quanto essa mudança totalmente desnecessária de uma UNIVERSIDADE que é TRADICIONAL e éCENTENÁRIA. Queríamos sim que o Deputado e outros parlamentares viessem ajudar a comunidade acadêmica para por FIM a essa onda de ASSALTOS, PRECARIEDADE NA SAÚDE, ILUMINAÇÃO PÚBLICA UM CAOS, PONTE SOBRE A CICLOVIA INTERDITADA E OS ALUNOS TENDO QUE PASSAR PELO MEIO DE UMA RODOVIA JUNTO COM MOTOS E CARROS, ESTUPROS. A comunidade acadêmica ficaria totalmente grata com o Sr. Deputado se o mesmo comparecesse para ouvir dos alunos e da população de Seropédica os problemas que viemos enfrentando e não é de hoje, é de décadas.

A UFRRJ, uma autarquia desde 1968, passou a atuar com uma estrutura mais flexível e dinâmica para acompanhar a Reforma Universitária que se implantava no País. Com a aprovação de seu Estatuto, em 1970, a Universidade vem ampliando suas áreas de Ensino, Pesquisa e Extensão, tendo, em 1972, iniciado o sistema de cursos em regime de créditos.

A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) é uma centenária universidade federal brasileira localizada no município de Seropédica, no km 7 da BR-465, Rio de Janeiro. É a universidade com o maior campus horizontal da América Latina, com aproximadamente 3.024 hectares e um conjunto arquitetônico de 131.346 metros quadrados de área construída. Historicamente é conhecida como Universidade Rural do Brasil, por ter estabelecido as bases do ensino agropecuário no país.2 .

Atualmente a UFRRJ é uma universidade multicampi que conta com 4 cursos técnicos no Colégio Técnico da UFRRJ (CTUR), cerca de 40 cursos de graduação e mais de 35 cursos de pós-graduação, dentre especializações, mestrados e doutorados. Em um recente ranking elaborado pelo jornal Folha de São Paulo, a Universidade Rural ficou entre as 10 melhores universidades do Estado do Rio de Janeiro, com destaque para alguns cursos que estão entre os melhores do país.

Nas últimas décadas, em face ao Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades – REUNI, a Universidade criou mais 02 campus – Nova Iguaçu e Três Rios, além de manter um campus especializado em pesquisa, em Campos dos Goytacazes e de manter no centro da cidade do Rio de Janeiro dois Programas de Pós-Graduação. Essa expansão propiciou à Universidade aumentar consideravelmente o número de cursos ofertados, tanto em nível de graduação, quanto de pós-graduação, estando em 2015 com 56 cursos de graduação e 41 de pós-graduação. Além disso, a Universidade é responsável pela oferta de Educação Básica, Técnica e Tecnológica, por meio de seu Colégio Técnico (que funciona desde 1943) e de Educação Infantil e Ensino Fundamental, através do CAIC Paulo DAcorso Filho (fundado em 1995), que funciona em parceria com a Prefeitura Municipal de Seropédica. 

O alunado da UFRRJ é oriundo de quase todos os estados brasileiros, sendo que, após a implantação das cotas , para o ingresso através do SISU, a universidade passou a receber uma expressiva quantidade (60 a 70%) de estudantes oriundos de escolas públicas e, grande parte deles, de municípios da chamada Baixada Fluminense. Também freqüentam a instituição estudantes originários de convênios com outros países, sobretudo africanos. Nos Programas de pós-graduação a universidade recebe estudantes dos mais diferentes estados e também do exterior. 

A contribuição da Universidade para a formação de profissionais qualificados e criticamente engajados à sociedade, passa pelo desenvolvimento de pesquisas científicas em todas as suas áreas e pela realização de programas, projetos e ações de extensão, atuando na sociedade e dela recebendo o feedback necessário para repensar seus currículos, programas e metodologias. A parceria com universidades nacionais e estrangeiras, com órgãos de pesquisa e desenvolvimento, com prefeituras municipais, ONGs, cooperativas, associações, etc, tem viabilizado uma profícua interação e seus resultados demonstram o atendimento à sua Missão, qual seja a de produzir, sistematizar, socializar e aplicar os conhecimentos científico, tecnológico, filosófico, cultural e artístico de excelência, através do ensino, da pesquisa e da extensão indissocialvelmente articulados, consolidando a formação do ser humano para a atividade profissional, tendo como princípios a responsabilidade socioambiental e a partir da reflexão crítica, com base na solidariedade nacional e internacional e buscando a construção de uma sociedade justa e democrática que valorize a paz e a qualidade de vida de forma igualitária. (cf. PDI da UFRRJ, 2013-2017). Uma instituição desse porte e com essa abrangência, com a história e a trajetória construída numa perspectiva de, sem descurar as questões regionais, pensar e produzir conhecimento universal, capaz de contribuir nacional e internacionalmente, tem muito orgulho de sua denominação, parte de sua construção histórica e que se entranha na própria história de vida de seus estudantes, docentes e técnico-administrativos, ao longo dos seus 105 anos de existência. 

A exemplo de outras instituições federais da mesma natureza, como o são a Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal Rural da Amazônia, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro tem o direito de reivindicar a manutenção de sua denominação, garantindo o seu caráter e a sua institucionalidade. Neste sentido, nos manifestamos contrariamente ao Projeto de Lei , nº 1160, que tramita na Câmara Federal, e que propõe mudar o nome da Universidade para Universidade Federal de Seropédica.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

PORQUE ESCRAVOS SOCIAIS? PORQUE CAPITÃES DO MATO? NESTE FILME PODE=SE AFIRMAR UMA SEMÂNTICA, UMA SINTAXE COM O LIVRO; AO ASSISTIR ESTE FILME E LER O LIVRO, SENTIRÃO A MESMA IDEOLOGIA.

UM FILME IMPACTANTE!




Filme Quanto Vale Ou É Por Quilo







ublicado em 19 de mai de 2012

Sinopse e detalhes 

Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.

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    •   https://www.youtube.com/watch?v=fZhaZdCqrHg

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Lançamento do livro sobre a Chacina de Vigário Geral foi tema de debate.


Da Redação
Debate tratou das provas inconsistentes e a injusta prisão
Debate tratou das provas inconsistentes e a injusta prisão
Uma das maiores tragédias sociais do Rio do final do último século, a Chacina de Vigário Geral, ocorrida em 1993, foi revivida em forma de debate durante o lançamento do livro Escravos Sociais e os Capitães do Mato, de autoria do ex-PM e advogado, Sérgio Borges. Realizado no auditório João Saldanha, na sede do Sindicato dos Jornalistas do Rio, o evento contou com a presença do desembargador e ex-procurador-geral de Justiça do Rio, José Muiños Piñero, do advogado de Direitos Humanos, Tiago de Melo, Rommel Cardozo, presidente do Rio pela Paz, e dos jornalistas Carlos Nobre, Elba Boechat, Fábio Lau e Paula Máiran, também presidenta da entidade.

A fragilidade das investigações policiais que levaram à prisão dezenas de acusados injustamente foi o principal tema explorado no debate. Argumento central do livro, Escravos Sociais revela o caso do autor que, inocentado anos depois, foi mantido encarcerado junto a outros policiais militares sem que lhe dessem o amplo direito de defesa assegurado pela Constituição.

- Este livro é um desabafo, um grito de liberdade e principalmente uma peça que representa centenas de outros colegas que, assim como eu, foram acusados de delitos injustamente e jamais tiveram a oportunidade de comprovar sua inocência.

Absolvido pela Justiça, Sérgio Borges não conseguiu até hoje a reintegração à Polícia Militar do Rio de Janeiro. Segundo ele, as pressões políticas da época fizeram com que as autoridades encarregadas das investigações se precipitassem na detenção de suspeitos e até na "fabricação" de provas.

Promotor de Justiça na época, José Muiños Piñero escreveu a apresentação do livro que trata da chacina. Segundo ele, sua decisão em participar do projeto do livro ocorreu porque a história de Vigário foi um grande aprendizado na sua vida e também na de todos que vivenciaram aquela tragédia:



- Na medida em que fomos vendo o andamento das investigações percebemos o quanto a sustentação da responsabilização dos acusados era frágil. E em um momento o meu colega de promotoria, Maurício Assayag, me chamou a atenção para a maneira como Sérgio Borges se portava. Ele respondia a todos os questionamentos e reafirmava sua inocência. Era a indignação própria daqueles que estão sendo injustiçados - disse.

Piñero salientou também que alguns episódios da época jamais voltaram a ser analisados: "o Parque Proletário de Vigário Geral era uma área pobre em um bairro distante do centro do Rio. E ali, abandonados, os moradores foram relegados à sua própria sorte após um entrevero entre traficantes e maus policiais. Quando os PMs, fora de serviço, entraram na comunidade, à noite, os moradores estavam completamente desprotegidos", lembrou.

O caso foi investigado essencialmente por um tenente-coronel da Polícia Militar, Valmir Alves Brum, que à época esteve à frente de outras investigações de grande repercussão como a Chacina da Candelária e posteriormente sobre a fortaleza do Jogo do Bicho estourada pela Polícia. Constitucionalmente, a investigação deveria ter ficado a cargo da Polícia Civil.

A elucidação da chacina só foi possível quando o próprio acusado decidiu gravar conversas que mantinha com presos na prisão. Ali, os verdadeiros culpados passaram a revelar quem tinha de fato participado do crime. Elba Boechat, à época repórter do Globo, foi a primeira jornalista a obter a lista de envolvidos. Mas, para não atrapalhar o esclarecimento do caso, manteve-a em sigilo até que se fizesse Justiça.


Hoje professor de jornalismo da PUC, Carlos Nobre lembrou o quanto era difícil, em meio a tanta pressão, depurar notícias que eram lançadas para a imprensa por quem investigava para evitar injustiças:

- O correto é o jornalista apurar com mais de uma fonte determinada informação. Mas quando apenas uma pessoa detém o controle da investigação este exercício da profissão do jornalista fica prejudicado, disse.

Paula Máiran revelou ter ficado profundamente emocionada com o lançamento do livro exatamente porque a discussão que se seguiu sobre o papel da PM e seu perfil militarizado se deu coincidentemente no dia em que o Golpe Militar completava 51 anos:

- Fiquei emocionada nesta manhã de terça (31/3) com a oportunidade de participar de um debate crítico à militarização da segurança pública em plenos 51 anos do golpe empresarial-civil-militar. Ainda mais que foi no auditório João Saldanha, do sindicato dos jornalistas. Sérgio Borges provou a própria inocência e de outros colegas a partir de investigação no período em que ficou preso por três anos pela chacina de Vigário Geral.









http://www.demotix.com/news/7258510/acquitted-vig-rio-geral-massacre-launches-book-bomb-pm#media-7258445