"O fim do Direito é a paz; o meio de atingi-lo, a luta. O Direito não é uma simples idéia, é força viva. Por isso a justiça sustenta, em uma das mãos, a balança, com que pesa o Direito, enquanto na outra segura a espada, por meio da qual se defende. A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada é a impotência do Direito. Uma completa a outra. O verdadeiro Estado de Direito só pode existir quando a justiça bradir a espada com a mesma habilidade com que manipula a balança."

-- Rudolf Von Ihering

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Uma torneira para 20 mil moradores de Nova Iguaçu.



Morador do Caonze, Joel Batista enche uma garrafa pet em torneira comunitária Foto: Roberto Moreyra / EXTRA

Aline Custódio

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Enquanto o vigilante Joel Batista, de 51 anos, precisa usar uma torneira comunitária para ter água potável no bairro Caonze, em Nova Iguaçu, um reservatório com capacidade para receber seis milhões de litros de água permanece sem uso há 13 anos no mesmo bairro. Joel faz parte dos cerca de 20 mil moradores, que vivem na parte alta do Caonze, onde o abastecimento da Companhia Estadual de Água e Esgotos (Cedae) não chega.
— Pago luz, IPTU, iluminação pública e telefone. Só não consigo ter água — reclama.
Para não ficar sem abastecimento, ele e os outros moradores utilizam uma torneira instalada no meio-fio da Rua Galvano Salvatore. Duas vezes por semana, o vigilante desce o morro com oito garrafas plásticas, responsáveis por saciar a sede da família.
— A (água) que vem dessa torneira serve para fazer comida e para bebermos. Para o resto, os moradores usam uma ligação direta, sem tratamento, com uma represa no parque municipal — explica.
Obras de reforma
Segundo o presidente da Cedae, Wagner Victer, o reservatório do Caonze jamais foi colocado em uso por não ter uma adutora capaz de distribuir a água. Em 2009, foi assinado um contrato entre o Governo do Estado e a Cedae para início das obras de reforma do espaço.
— Não era prudente colocar para funcionar um reservatório parado há tantos anos sem antes ver as questões estruturais. Está sendo feita a interligação com o sistema de adução, a impermeabilização e novas interconexões com as redes — esclarece Victer.
Wagner afirma que a segunda etapa da nova adutora da Baixada, a qual o reservatório do Caonze será interligado, deve ser concluída até o fim deste ano. Já a finalização da reforma do reservatório está prevista para daqui a oito meses.
— A falta de água para estes moradores é uma das razões pela qual estamos fazendo a reforma. Quando o reservatório for entregue, eles vão ter melhoria no recebimento de água. Hoje, a maioria é abastecida clandestinamente — admite o presidente.
Problema se repete para famílias de Japeri
Em Japeri, as cerca de 200 famílias do Bairro São Jorge tiveram água por três dias em outubro. Sem abastecimento regular desde agosto, eles contaram o problema no EXTRA, em 13 de outubro. Na época, a Cedae reconheceu que a região é historicamente mal atendida, pois cresceu mais do que a oferta de água. A empresa ainda informou que faria uma ação especial para aumentar o fornecimento até o verão.
— A água caiu três dias depois que reportagem saiu e nunca mais — reclama a dona de casa Conceição Cristina da Silva Toledo, de 38 anos.
Ontem, a assessoria de imprensa da Cedae enviou nota explicando o problema da região:
"A Cedae abastece o bairro São Jorge por meio do sistema de manobra: a região recebe água todas as quartas e sextas-feiras. É preciso que os moradores tenham sistemas de armazenamento de água, como cisternas ou caixas d’água. Pedimos que os moradores que não estiverem recebendo água nestes dias que entrem em contato, informando endereço completo, para o envio de equipes de operação, que farão vistoria na rede da rua."





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